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    Existe uma variedade de formas de se adquirir um imóvel atualmente no mercado, e é por isso que muitas pessoas acabam ficando confusas acerca de como realizar a aquisição de uma propriedade. Como é um ramo repleto de burocracias e complexidade, é importante conhecer bem como funciona o financiamento imobiliário.

    Por ser um assunto com muitas informações a respeito, alguns compradores acabam ficando perdidos sobre o que realmente é verdade, já que muito do que é falado pode estar incorreto ou desatualizado com relação ao mercado imobiliário.

    Os vários mitos que surgem com essa desinformação podem acabar confundindo o comprador na realização do financiamento. Se você pretende fazer um, mas tem muitas dúvidas a respeito do que realmente se trata, continue a leitura e veja alguns mitos e verdades sobre o assunto.

    O que é mito e verdade no financiamento imobiliário?

    No mundo do mercado imobiliário, as formas de adquirir um imóvel são inúmeras, porém a mais utilizada é o financiamento. Veja aqui algumas informações que são verdadeiras e outras que são mitos sobre essa forma de pagamento.

    Os juros são muito altos?

    Essa informação é um mito, afinal de contas, se for comparado com os outros financiamentos existentes, o imobiliário é um dos que tem as menores taxas existentes. Além disso, esses juros vêm caindo cada vez mais, e a correção da época da inflação não consegue mais gerar saldos devedores residuais impossíveis de se pagar.

    Como a concorrência pelo crédito imobiliário cresceu bastante entre as instituições financeiras, elas acabaram lançando financiamentos com juros cada vez menores. Essa taxa pode variar entre 6% a 12% ao ano. Se fosse o caso de um carro financiado, a tarifa poderia atingir até 26% de juros.

    Os juros podem ser reduzidos ainda mais quando a pessoa abate parte das parcelas na entrada. Porém, é necessário ficar atento ao valor do imóvel, que aumenta tanto a mensalidade quanto o tempo de financiamento.

    O financiamento direto é mais vantajoso?

    Nesse caso, vai depender bastante da forma como for negociado o financiamento. Se você escolher por financiar diretamente com a incorporadora, é mais vantajoso, por ter menos burocracia e ser possível conseguir o crédito imobiliário mais rápido. Isso se deve ao fato de as empresas serem mais flexíveis com relação à comprovação de renda e documentos exigidos.

    Porém, existem também algumas desvantagens. Como as construtoras trabalham com um financiamento em um prazo médio de cinco anos, o valor das parcelas acaba sendo maior, se comparado às parcelas oferecidas pelos bancos. A entrada também é maior, cerca de 40% do valor do imóvel.

    Nos bancos, o financiamento pode chegar a ser parcelado em 20 anos, e o crédito é liberado com uma entrada que varia entre 20% a 30% do valor do imóvel. Em muitos casos, dependendo das características do comprador, o financiamento pode ser feito em 100% do valor total.

    As parcelas podem subir muito o valor?

    Esse também é um grande mito dos financiamentos imobiliários. Os agentes responsáveis pela negociação oferecem para os seus clientes um simulador de parcelas, no qual é possível que você conheça e planeje até a última prestação do seu imóvel sem ter nenhuma surpresa com o passar do tempo.

    Independentemente da forma de amortização escolhida, o SAC (sistema em que o valor das parcelas vai diminuindo ao longo do tempo) ou o PRICE (sistema em que as prestações têm o mesmo valor do início ao fim), é possível ter uma noção de como será o seu financiamento por inteiro, desde a compra até a última parcela, com todas as taxas de juros inclusas.

    A única variação mínima que acontece é a correção da TR (Taxa Referencial), que é bem menor que o reajuste salarial anual de grande partes das profissões.

    As prestações com valor fixo são mais seguras?

    Essa informação é verdadeira. Muitas pessoas acabam temendo o aumento imprevisível das prestações, então financiar garantindo parcelas fixas desde o inicio é mais seguro e mais fácil para planejar o pagamento.

    Nesse tipo de linha de crédito, uma previsão da correção monetária já vem embutida nas parcelas, o que muitas vezes é necessário em razão do risco que o banco está assumindo ao fixar a taxa em muitos anos de financiamento. Então, sim, essa é a forma mais segura de financiamento, e quem opta por ela vai saber o valor certo de cada uma das prestações até o fim.

    Os resíduos inflacionários ainda existem?

    Isso hoje é um mito, uma vez que o resíduo inflacionário já não existe há bastante tempo. Porém, muitas pessoas ainda têm medo desse fator, por causa das antigas regras de financiamento na época em que a inflação era muito alta. Houve casos em que as pessoas tiveram que vender o apartamento para pagar o resíduo, que podia chegar a ser equivalente ao valor do imóvel.

    O resíduo inflacionário fez parte de um período em que as cláusulas contratuais demonstravam formas de reposição das perdas caso houvesse desvalorização da moeda, o que resultava em inadimplência dos compradores ao final do financiamento.

    Quando a Taxa Referencial foi implantada no Plano Collor, as prestações foram drasticamente aumentadas pela inflação e pelos seguidos planos econômicos. Sendo assim, os mutuários não conseguiam honrar suas dívidas e acabaram ficando com uma inadimplência altíssima.

    Porém, hoje em dia isso não existe mais, uma vez que a TR está diretamente ligada à inflação. E, com o fator redutor que foi criado, possibilitou-se ao Banco Central controlar esse índice, de modo que, hoje, os valores são limitados para serem menores que a inflação.

    O melhor financiamento é oferecido pela Caixa Econômica?

    Isso varia bastante, depende da forma como o financiamento for negociado. É preciso analisar a situação financeira do comprador antes de ver qual o melhor serviço oferecido.

    É claro que a Caixa oferece a taxa de juros mais atrativa, mas outras instituições financeiras trazem outras vantagens, como valor maior do imóvel, tempo de financiamento prolongado, porcentagem mais flexível sobre o valor parcelado, dentre outras.

    O que pode influenciar bastante na escolha do melhor banco é o relacionamento do cliente com a instituição. Se o comprador já tem a conta há muitos anos e tem uma boa reputação, ele pode conseguir vantagens que a Caixa Econômica Federal não oferece.

    No final, tudo vai depender da renda da família, do valor do imóvel e do tipo de financiamento imobiliário que for feito. Portanto, antes de escolher, converse com o gerente do seu banco e faça simulações das parcelas.

    Por fim, saiba que qualquer aquisição de imóveis envolve muita burocracia e negociações, portanto o ideal é ter o acompanhamento de um profissional para te ajudar desde o início. E não se esqueça do planejamento financeiro.

    Gostou de conhecer o que é mito e o que é verdade sobre o financiamento imobiliário? Ficou interessado em ver mais conteúdos como esse? Então continue por aqui e veja 7 cuidados ao comprar um apartamento na planta!banner-material-rico.pg

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